quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Presente de Natal


 Olá,

 Espero que ainda não tenham desistido da minha Fic. Em breve irei publicar mais um capítulo, ou deverei chamar O capítulo. Espero que gostem e peço desculpa pela minha ausência, a faculdade obriga-me a isso.

Beijinhos

terça-feira, 25 de junho de 2013

49º Capítulo: Recomeço








“Imagine uma nova história para a sua vida e acredite nela” (Paulo Coelho)




A água quente batia no meu peito e percorria o resto do corpo. Continuava com a mente preenchida com o que tinha acontecido há horas atrás. Sabia que não era a Madalena que fui antes de me envolver com Ruben, não era mais aquela jovem que acreditava piamente que “no debemos seguir guiadas por un hombre”, tinha descoberto novas fraquezas e novas forças. Também tinha de me desculpar, e muito, a Ruben, tinha cometido erros atrás de erros e cada um maior que o outro. Embora que, por esta altura, Ruben já me tinha certamente perdoado.

Já não dava para adiar mais, fechei a torneira, sequei o corpo e o cabelo e segui para o quarto onde iria perder uns minutos a escolher o que usaria. Optei por um vestido preto, oferecido no Natal, mas nunca antes usado, uns sapatos e mala a condizer, um pouco de maquilhagem com tons naturais, perfume e, bem, estava pronta, pelo menos apresentável estava. E nervosa.





Ruben insistira em me vir buscar a casa e estes poucos minutos que tive de esperar pareceram-me eternos. Devo ter percorrido o trajecto entre o sofá da sala de estar e o copo de água que estava em cima da mesa da cozinha pelo menos umas cinco vezes, se não mais. Ia ser apenas mais um jantar como tantos outros que tivemos, não entendia o porquê de tanto nervosismo, mas que estava nervosa, estava.

A campainha finalmente tocou, ele estava à porta do prédio à minha espera. Verifiquei que tinha carteira, chaves e telemóvel na mala e chamei o elevador que não tardou a chegar. Cliquei no botão “0” e, num instante, estava em frente àquele por quem tanto tinha esperado.



***



Ruben abriu a porta para eu entrar no restaurante e seguiu-me, rapidamente um dos empregados de mesa veio ter connosco e indicou-nos uma das mesas do outro lado da sala já reservada. Poucos minutos passaram quando os nossos pedidos pousaram sobre a mesa. Num ambiente em tons de pastel a conversa entre nós fluía lentamente mas nunca tocando em certos pontos, de frases feitas a temas banais.

- Sim, as aulas estão a correr bem. – Respondi.

- Mas só terminas o curso no próximo ano, não é?

- Sim. – Levei o garfo à boca e voltei a interromper o silêncio que se impunha. – E como estão a correr os treinos?

- Bem, acho que estamos num bom caminho e é uma vantagem para nós estarmos em primeiro lugar no campeonato.

- Hum. – Agora sim, os temas de conversa haviam-se esgotado, o silêncio instalara-se durante uns minutos e eu inundava-me em pensamentos. Num ato descuidado deixei um dos talheres cair sobre o prato, voltei a acordar assustada com o barulho provocado e Ruben olhou para mim. Pousei, então, os talheres e falei. – Ruben, nós temos de falar do que aconteceu, estamos aqui a dar conversa e não dizemos nada.

- Não há nada a dizer, é passado, não importa.

- Ai, para de ser assim tão compreensivo comigo. Eu magoei-te e tu nem me deixas pedir-te desculpas, porque dizes que está tudo bem.

- A culpa não foi só tua. Eu também te devia pedir desculpa.

- Desculpar-te? Tu é que… - Os seus dedos tocaram nos meus lábios, interrompendo-me. Sorri.

- Estás desculpada, amor. – Sorriu-me.

O jantar terminou melhor do que tinha começado. À saída o empregado de mesa que nos tinha recebido e servido devolvera os nossos casacos a Ruben que tratou de mo vestir. Repetiu o gesto de quando entrámos, saí do restaurante e ele seguiu-me.



***



Acabámos por ir à nossa praia, a praia do Baleal. Sentámo-nos na areia, agora fria. Sentia a respiração de Ruben no meu pescoço, uma vez que estava sentado atrás de mim. Os seus braços rodeavam-me, as minhas costas junto ao seu peito e de certa forma conseguia sentir os batimentos do seu coração e a sua respiração compassada fazia-me cócegas.

- Tive saudades disto. – Disse Ruben enquanto me dava leves beijos no pescoço.

- Tiveste?

- Hum, hum. – Os seus beijos subiam até à linha do maxilar provocando-me arrepios.

- Muitas?

- Demasiadas. – Exercendo força com os seus braços, Ruben puxou-me um pouco mais para si.

- Do que sentiste mais saudades?

- Oh senti saudades de tudo. De dormir contigo, do teu mau humor logo pela manhã, dos teus beijos, e… e disto… - Senti a sua língua percorrer todo o caminho desde a linha o maxilar até terminar num doce beijo no ombro que me fez tremer que nem varas verdes, e empurrou o casaco que vestia despindo-mo. - … e disto… - Um dos seus braços abandonou então a minha cintura e pousou então na minha perna onde, com uma certa avidez, fez com que eu rodasse e ficasse de frente para ele.

Coloquei as minhas pernas em torno da cintura de Ruben que se fez cair sobre mim, ficando eu deitada na areia fria. Puxei-o mais para mim e ele cedeu. Beijámo-nos, primeiro delicadamente, mas à medida que as nossas caricias se tornavam mais fogazes e o desejo aumentava, também os beijos que trocávamos se intensificaram. As mãos de Ruben apertavam as minhas coxas e o vestido que usava subia. Senti a sua pele quente em contacto com a minha, fria, das coxas e em cada toque mais ousado seu eu estremecia. As minhas mãos deixaram então o rosto e o pescoço de Ruben e pousaram nas suas costas. Abandonou a minha boca e percorreu, mais uma vez, a linha do maxilar até enterrar o seu rosto nos meus caracóis soltos.

- Amo-te. – Sussurrou.

- Eu sempre te amei. – Devolvi sinceramente.

Os seus lábios uniram-se novamente aos meus e as nossas línguas reiniciavam novamente o bailado que há pouco tinha cessado em beijos apaixonados. O desejo que ali nos mantinha era palpável, a mão de Ruben subia em direção ao meu peito onde, depois de acariciar a zona descoberta, e depois de um pequeno impulso, senti a sua mão algures nas minhas costas. Percebi então que Ruben se preparava para me desapertar o fecho do vestido. Não via razão para que adiasse mais a minha entrega a Ruben, mas não ali. Embora fosse de noite estávamos num local onde qualquer pessoa poderia aparecer. E aliás, não tinha sido assim que tinha imaginado.

- Ruben… – Chamei ofegante.

- Amor… - Sussurrou dando-me pequenos beijos no peito enquanto ia descendo o fecho.

- Ruben. – Coloquei as mãos no seu peito e tentei empurra-lo.

- Eu amo-te tanto… - Disse novamente enterrando o seu rosto nos meus caracóis.

- Amor, aqui não. – Ruben ofegante olhou-me, acariciei-lhe o rosto pedindo desculpa com o olhar e ele sorriu-me.

Deixei de sentir o peso de Ruben sobre mim, percebi que voltara a sentar-se na areia e aninhou-me junto de si, apertando-me de novo o vestido.

Vários minutos passaram e continuávamos na praia a ouvir as ondas, entre beijos delicados e apaixonados e caricias. Com o avançar da noite o vento soprava mais intensamente o que me causou arrepios e instintivamente juntei-me mais a Ruben. Não tardou muito até que voltássemos a sentir o calor acolhedor do interior do carro de Ruben.



***



Senti a mão livre pousar na minha perna, estava quente. Olhei-o. Ruben concentrado levava-nos a percorrer as ruas iluminadas de Lisboa. Olhei pela janela, estava uma noite límpida o que me permitia ver as estrelas e, embora a minha cabeça ainda estivesse um pouco indecisa, sabia que o nosso momento estava para breve. E isso, deixava-me nervosa.


quinta-feira, 20 de junho de 2013

Olá

 Primeiro peço desculpas a todas as pessoas que seguiam esta história, uma vez que nunca mais publiquei nada. A falta de tempo e a não vontade de escrever prejudicou a fic.
 Por outro lado, também vos quero pedir e agradecer por não desistirem dela e continuarem a vir cá espreitar. Um novo capítulo está quase concluido e em breve será colocado aqui.

Obrigada,
Jéssica

domingo, 27 de janeiro de 2013

48º Capítulo: Choose to be happy







“Pelo brilho nos olhos, desde o começo dos tempos, as pessoas reconhecem o seu verdadeiro Amor” (Paulo Coelho)



Há quem diga que uma imagem vale mais do que mil palavras. Talvez tenha a sua verdade. Estava a ser sincera quando me declarei mais uma vez a Ruben, com um ‘’Amo-te’’ que não saiu da boca, saiu do coração. O brilho nos seus olhos fez-me perceber que a verdadeira mensagem tinha sido entendida, mas nada estava nas minhas mãos. Depois de alguns segundos de silêncio da nossa parte, que na realidade pesavam como largos minutos, Ruben continua sem nada dizer, talvez porque não houvesse mesmo nada a dizer, o que me estava a deixar nervosa. Mas depois, como por magia, uma estátua ganha vida e então, o mundo acelera, mais rápido que o próprio tic-tac dos relógios.

De um momento para o outro, senti um corpo rígido contra o meu, uns braços fortes que me rodeavam e não me deixavam fugir, um calor que havia guardado na memória, um cheiro que reconheceria em qualquer parte do mundo, um toque, uns lábios sedentos, doces… Nada ficara esquecido, não havia menos borboletas no estômago nem sentimentos perdidos. Era tudo como antes, talvez com uma pequena diferença, agora eram mais intensos. Tudo o que sentia nunca deixara de se intensificar, mesmo quando imaginava que era impossível amar mais aquela pessoa que agora me tomava em seus braços.

Senti os seus lábios contra os meus. Primeiro com suavidade, depois com urgência. Todos os presentes naquela zona, aquela vasta multidão, haviam sido completamente esquecidos, era como se estivéssemos só nós dois. Se fosse numa outra altura, teria rejeitado esta exposição, mas agora nada importava, só queria ter de volta o homem que amava. Relembramos trilhos e caminhos já percorridos, abraçámo-nos fortemente. Até que Ruben chamou a realidade, e foi ele a afastar-nos. Teria de entender a sua posição, no meio de todas aquelas pessoas, nós não conseguíamos ser ignorados como as restantes, aliás, nós não, ele.

- Talvez esta não tivesse sido uma boa ideia. – Disse Ruben aos cruzar com alguns olhares curiosos.

- Tu… Não era isto que querias? – Perguntei a medo.

- Não sejas tonta! Eu é que não te devia ter beijado aqui. – Ruben pegou-me na mão e conduziu-me para o exterior do Centro Comercial num passo acelerado.

- Ruben, espera. Onde vais com tanta pressa? Já estamos sozinhos. – Ruben parou, coloquei-me de frente para ele e olhámo-nos. – Acho que precisamos de falar sobre isto…

- Nós não precisamos, Madalena.

- Precisamos sim. Esta situação não é saudável para nenhum de nós. Não faz sentido… isto…

- Madalena, a sério, não precisas de dizer nada. – Notara a minha dificuldade em arranjar as palavras certas.

- Preciso, sim. Todo este tempo não fez qualquer sentido, não devia ter sido assim. Entendes o que quero dizer? Acredita que se pudesse voltar atrás teria feito tudo de maneira diferente.

- Talvez tenhas razão, talvez devêssemos ter feito as coisas de forma diferente.

- É, não é? Acho que fui demasiado ingénua.

- Está bem, Madalena, acho que já percebi o que queres dizer. Talvez esta seja a altura de ir embora.

- O quê? – Ruben afastara-se dois passos de mim. – Onde vais? Ruben?!

- A tua conversa é sempre a mesma.

- Sempre a mesma? Mas tu ouviste o que eu disse?

- Perfeitamente.

- Então porque estás a reagir assim?

- Tu acabaste de dizer que fazias tudo de forma diferente, que foste ingénua. Tudo me leva a acreditar que estás arrependida.

- Não! Ruben, se me tenho de arrepender de algo é do tempo que passei sem ti. – Aproximei-me novamente dele. – Eu vim até aqui para acabar com isto de uma vez, eu percebi que não me quero, nem posso, privar de ti!

- Tu queres…?

- Quero, muito! – Um sorriso enorme e lindo preencheu o rosto de Ruben, um sorriso como não via há muito tempo. Um sorriso que me aquecia o coração e que me fazia sorrir também. – Há semanas que andamos a escondermo-nos um do outro. Tudo porque fui uma parva – Ruben tentava, por vezes, interromper o discurso atrapalhado, mas eu não deixava e prosseguia apressadamente. – Provavelmente os meses que passei contigo foram os melhores da minha vida e nunca foi tão difícil para mim deixar-te ir várias vezes, fugir de ti, mesmo sabendo que a cada vez que voltava tu pensavas que ia ser desta que eu ia acabar com tudo o que nos separava. Sabes que te amo, Ruben. E, quando ultimamente deixaste de querer falar comigo, mesmo que só discutíssemos, tive medo, muito medo, de não me voltares a querer…

Ruben voltara a abraçar-me, tão forte que conseguir sentir a sua respiração no meu pescoço e os batimentos acelerados do seu coração. Percebi que Ruben não voltaria a beijar-me, pelo menos em público, e respeitei.

- Tive tanto medo… - Continuei.

- Shiu, agora está tudo bem. – Senti a sua mão direita subir e com o polegar percorreu os contornos dos meus lábios.

- Desculpa. Eu não…

- Já acabou, meu amor, não fales mais disso. – Sorri. – O que foi?

- Diz outra vez. O que me chamaste.

- Meu amor!

- As saudades que tinha de ouvir isso. E agora, como ficamos?

- E agora… Espero que não tenhas nada combinado para a noite, porque vou-te buscar a casa para poder jantar com a minha namorada. Pode ser?

- Namorada? Oh Ruben, eu amo-te tanto! – Se pudesse teria dado ali saltos de alegria, senti-me a explodir de felicidade.

Depois de todo o tempo sem Ruben, despedir-me dele por mais umas horas era algo doloroso. Tinha vontade de nunca mais o deixar, de nunca mais sair de perto dele. Mas em breve estaríamos juntos novamente.

-Madalena. – Chamou Ruben enquanto eu caminhava em sentido oposto. – Amo-te.